Xiaomi quer vender elétricos fora da China
- João Isaac
- 16 de dez. de 2024
- 2 min de leitura
Estratégia de expansão do gigante tecnológico passa por comercializar os seus automóveis elétricos fora do mercado chinês.

A Xiaomi deverá dar início, em breve, ao seu plano de expansão comercial, exportando viaturas para fora do seu mercado doméstico. A internacionalização da Xiaomi, tudo indica, deverá ocorrer numa primeira fase em pequena escala, com vista a identificar o interesse dos mercados e, posteriormente, depois de analisadas as reações dos respetivos países, a marca tentará incrementar os volumes de exportação.
De acordo com a notícia avançada pelo website 36Kr, a Xiaomi já desenvolveu uma equipa comercial internacional dedicada exclusivamente aos potenciais mercados de exportação. A equipa desenvolverá funções de análise de mercado, gestão de projetos e após-venda, mas nada se sabe ainda sobre os prazos definidos para as duas fases de expansão previstas.

A notícia refere ainda que foram criadas várias posições na equipa especificamente dedicadas à tecnologia de condução autónoma. Estes elementos deverão assumir a responsabilidade pela verificação regulamentar e funcional dos sistemas de assistência à condução fora da China, de forma a garantir que a tecnologia cumpre com os requisitos definidos nos mercados de destino. Este plano pode, obviamente, passar pela Europa, até porque o CEO da Xiaomi, Lei Jun, já admitiu no passado que um dos objetivos da marca que lidera é comercializar automóveis elétricos na Europa até 2030.
Um dos objetivos da marca que lidera é comercializar automóveis elétricos na Europa até 2030.
Algo que parece certo é que a estratégia não passará por apostar em concessionários de automóveis ditos convencionais, mas sim nas superfícies comerciais Mi Home do departamento internacional da marca, espaços dedicados à venda de eletrónica de consumo. De momento, existem cerca de 100 lojas, mas o número deverá subir para 10.000, fora da China, em apenas cinco anos.
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