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Lucros da Stellantis “tombam” em 2024

O Grupo Stellantis apresentou os seus resultados financeiros relativos a 2024, confirmando-se o cenário aquém do desejado pela companhia – receitas líquidas 17% abaixo das de 2023 e lucro líquido inferior em 70%, tendo esse ano como base de comparação. A ambição é melhorar em 2025, graças a novos modelos em preparação.



O ano de 2024 ficou marcado pelo desempenho aquém do esperado por parte do Grupo Stellantis – números financeiros e de vendas abaixo dos desejados e a saída de Carlos Tavares do cargo de administrador-delegado demonstram aquilo que foi um período conturbado para a companhia que detém marcas como a Peugeot, Citroën, DS Automobiles, Fiat, Alfa Romeo, Opel ou Chrysler, entre outras.

 

Os dados financeiros agora revelados confirmam-no: receitas líquidas de 156.9 mil milhões de euros, inferiores em 17% face a 2023, e lucro líquido de 5.5 mil milhões de euros, menos 70% em comparação com esse mesmo ano.

 

Mas a informação financeira divulgada pela Stellantis aponta ainda um resultado operacional ajustado de 8.6 mil milhões de euros (menos 64%), e “free cash flows” industriais negativos em 6 mil milhões de euros, refletindo a diminuição das receitas e o impacto temporário do aumento capital de exploração, devido a ajustamentos da produção.


É ainda apontada uma diminuição de 12% nos volumes de remessas consolidados, devido a lacunas temporárias na oferta de produtos, bem como a iniciativas de redução de stocks, entretanto já concluídas.


Presidente da Stellantis, John Elkann
Presidente da Stellantis, John Elkann

Neste aspeto, os inventários totais a 31 de dezembro de 2024 foram reduzidos em 18% ou 268 mil unidades em relação ao ano anterior, incluindo uma redução em 20% no stock dos concessionários nos EUA para 304 mil unidades, ultrapassando o objetivo anteriormente comunicado de 330 mil unidades. Esse era, aliás, um dos objetivos declarados da Stellantis, bem como o de dar prioridade a lançamentos estratégicos, especialmente nos EUA.

 

O documento da companhia indica também que as orientações financeiras para 2025 apontam para um crescimento "positivo" das receitas líquidas e para “free cash flows” industriais "positivos", refletindo tanto a fase inicial da recuperação comercial, mas sem esquecer as elevadas incertezas do setor, como aponta o Presidente da Stellantis, John Elkann.

 

"Embora 2024 tenha sido um ano de fortes contrastes para a empresa, com resultados aquém do nosso potencial, alcançámos marcos estratégicos importantes. Designadamente, iniciámos o lançamento de novas plataformas e produtos multienergias, processo que continua em 2025, iniciámos a produção de baterias EV através das nossas ‘joint-ventures’ e lançámos a parceria Leapmotor International. Estamos firmemente concentrados em conquistar quota de mercado e melhorar o desempenho financeiro à medida que o ano de 2025 avança”.



Geração renovada de modelos 

Para 2025, um dos objetivos passa pela aposta na renovação de alguns modelos importantes em mercados fundamentais, como o dos Estados Unidos da América ou da Europa. Este caminho iniciou-se no ano passado, com os primeiros modelos lançados nas plataformas STLA Medium e STLA Large e a globalização da plataforma Smart Car com os novos Citroën C3/ë-C3 e Fiat Grand Panda (cujo lançamento decorre agora)

 

Nos planos para este ano está uma lista de 10 novos produtos, incluindo modelos como o DS Nº8 (produzido sobre a plataforma STLA Medium com autonomia até 750 km), o Dodge Charger Daytona (STLA Large), Jeep Wagoneer S (STLA Large), o substituto do Jeep Cherokee e o Jeep Recon, juntamente com futuros veículos da Alfa Romeo, Chrysler e Maserati, todos eles também na plataforma maior STLA Large.



Outra plataforma, a STLA Frame, concebida para “pick-ups” e SUV com estrutura “body-on-frame”, será lançada em 2025 com o Ram 1500 Ramcharger, seguindo-se os veículos da marca Jeep, dotados de tecnologia híbrida de extensão de autonomia. A tecnologia STLA AutoDrive também está a ser implementada ao longo deste ano, com vista ao progresso da conectividade avançada nos sistemas de assistência à condução.

 

Quanto ao processo de nomeação do sucessor de Carlos Tavares, espera-se o anúncio ainda no primeiro semestre do ano.

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