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Ford quer elétricos pequenos

Jim Farley, administrador-delegado da marca da oval azul, não acredita no potencial comercial dos automóveis elétricos grandes, pesados e dispendiosos. E, assim, o fabricante norte-americano prepara-se para privilegiar o desenvolvimento de modelos mais compactos sem motores de combustão interna.


A Ford continua a procurar o melhor caminho para concretizar os seus objetivos de eletrificação e segundo o seu CEO, Jim Farley, esse percurso não passa pela produção e venda de veículos elétricos de grandes dimensões.


Esta já não é a primeira vez que a marca americana expressa esta visão, tendo inclusivamente cancelado os seus planos para desenvolver um SUV elétrico de grandes dimensões para rivalizar com modelos conterrâneos como o Hummer e Escalade.


Farley reconheceu, durante a participação numa conferência sobre tecnologia automóvel, que os elétricos de grandes dimensões são demasiado caros para as pessoas e pouco rentáveis para as marcas. O número um do gigante de Detroit defende, isso sim, que os veículos potentes ou grandes devem ser híbridos, o que representa um investimento muito mais seguro e rentável.



Este reforço de posição de Jim Farley perante a ineficiência energética (e comercial) dos grandes elétricos surge, por exemplo, no seguimento do fraco desempenho em termos de vendas da pick-up F-150 Lightning. A Ford esperava ter comercializado cerca de 150 mil unidades da reinterpretação elétrica do seu icónico modelo, mas apenas conseguiu convencer 24 mil condutores. Um dos principais culpados do seu insucesso é o preço elevado, cerca de 70% superior ao da versão térmica, a gasolina, da qual a Ford vendeu 750 mil unidades em 2024.



O lançamento do sucessor da F-150 Lightning terá sido inclusivamente adiado para 2027 e este não vai ser, garantidamente, 100% elétrico, adianta Farley. Será, muito provavelmente, híbrido, equipado, por exemplo, com uma motorização elétrica em combinação com um extensor de autonomia. O foco da Ford será, tudo indica, o mercado dos SUV e híbridos, respetivamente, o segmento e a vertente eletrificada mais procurados na Europa e também do lado de lá do Atlântico.

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