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Ford Puma 1.0 EcoBoost mHEV 155 cv Auto ST-Line

Foto do escritor: Pedro JunceiroPedro Junceiro

O Puma, com a saída de cena do Fiesta, é o automóvel na base da gama na Ford. No final do ano passado, beneficiou de atualização que o tornou mais atrativo. O SUV posicionado no segmento B ganha modernidade, sobretudo, no interior, já que o exterior muda pouco. E o que vale a motorização eletrificada 1.0 EcoBoost MHEV com 155 cv?


Ford Puma 1.0 EcoBoost mHEV 155 cv Auto ST-Line

Na sua estratégia para a Europa, a Ford tirou o Fiesta da equação e deu ao Puma a responsabilidade de ser o modelo de entrada na marca americana, justificando a decisão com a procura cada vez mais forte de automóveis compactos de estilo “Sport Utility Vehicle” (SUV) em vez das carroçarias mais tradicionais.

 

Assim, importa manter o Puma num patamar apelativo, pelo que a Ford procedeu a uma atualização profunda do modelo, algo que se percebe sobretudo ao olhar para o interior. Isto porque o exterior pouco se altera, recebendo, ainda assim, nova grelha dianteira com padrão desportivo (incorporando o logótipo da marca), faróis com desenho diferente, novas opções de jantes e também algumas novidades no cardápio de cores.



 A versão ensaiada ST-Line X incorpora ainda algumas nuances em termos estéticos para uma postura mais desportiva, como os para-choques com aplicações específicas, vidros escurecidos ou jantes de liga leve de 18 polegadas, embora neste caso contássemos com unidades opcionais de 19 polegadas (640€) para pose mais desportiva.


Ford Puma 1.0 EcoBoost mHEV 155 cv Auto ST-Line

Mais atual e melhor, mas... 

É por dentro que acontece a grande mudança, com uma renovação total do painel de bordo, sobretudo na tecnologia. O painel de instrumentos digital de 12,8 polegadas é muito funcional na apresentação das informação de condução (embora pouco versátil na personalização), ao passo que o ecrã central tátil passa a ser de 12 polegadas (em posição elevada), substituindo o anterior de “apenas” 8 polegadas.

 

Mais área de ecrã, significa maior capacidade de leitura, o que é importante para interagir com o sistema de infoentretenimento SYNC4 da Ford (mais evoluído, com conectividade ampliada e atualizações “over-the-air”), mas sobretudo para comandar a climatização, que deixou de ter botões físicos e passa a estar apenas no ecrã tátil, ocupando a sua parte inferior. A solução pode não agradar a todos, mas neste caso até está bem resolvida. À redução drástica de botões físicos escaparam apenas algumas teclas para funções específicas, como as da desativação do “start-stop”, das câmaras do assistente de estacionamento e de desembaciamento.



Mas, a revisão não é imune a críticas, desde logo a começar pelo volante de dois braços, topo e base planas e, sobretudo, de dimensões acima do desejado para um modelo compacto. Uma mudança que deixa a desejar, sobretudo atendendo à configuração da versão anterior e que tinha merecido elogios. Além disso, a colocação do altifalante bem no topo do painel de bordo, por cima do painel de instrumentos e das saídas de climatização retiram-lhe elegância. 



Os materiais são adequados para um modelo deste segmento, alternando algumas partes de revestimento almofadado com muitas superfícies em plástico duro, sobressaindo positivamente a construção. A versão ST-Line X pauta-se pelo interior em couro sintético preto com pespontos em vermelho nos painéis das portas, no volante, no painel de bordo e nos bancos desportivos revestidos em “Sensico” e Alcantara na cor “Black Onyx”. Além disso, os tapetes também são específicos, bem como as placas nas soleiras das portas dianteiras.


O espaço a bordo não se alterou, pelo que o Puma continua a ser um modelo perfeitamente adequado para quatro adultos, mostrando boa habitabilidade. A bagageira continua a ser referencial, com 456 litros (até 1.216 litros com o rebatimento dos bancos traseiros), não faltando espaço escondido sob o piso para guardar ainda mais alguma coisa.


Ford Puma 1.0 EcoBoost mHEV 155 cv Auto ST-Line

Dinamismo que perdura 

Nesta versão com motor 1.0 EcoBoost de três cilindros e 155 cv (existem ainda opções de 125 cv e de 160 cv, esta associada ao ST) a eletrificação também está incluída, na forma de tecnologia “mild hybrid” (MHEV). O conceito já é conhecido, tendo por base um alternador/gerador elétrico de 48 V que ajuda a reduzir as emissões e os consumos (acumula energia numa bateria de 0,38 kWh), mas também ajuda o motor de combustão com alguma energia extra (16 cv) quando são pedidas acelerações mais fortes.


As prestação são decididamente rápidas, tanto em aceleração, como nas retomas

 

As prestação são decididamente rápidas, tanto em aceleração, como nas retomas, fruto de um motor bastante “redondo”, ou seja, com o binário de 240 Nm disponível desde baixas rotações, tirando ainda partido de boa gestão feita pela caixa automática de sete velocidades. Mesmo em modo “Eco”, um dos quatro disponíveis, o Puma responde com prontidão ao pedido para ganhar velocidade, proporcionando dessa forma uma condução muito satisfatória.



Mais ainda quando se ativa o modo “Sport”, no qual a condução ganha uma sensação mais desportiva fruto da ajuda mais vincada do sistema eletrificado em baixos regimes. O Puma de 155 cv sente-se veloz e agrada a quem procura dinamismo em formato compacto, mantendo-se como uma das propostas preferenciais no que toca ao dinamismo entre os SUV compactos. Porém, vale a pena apontar como pecha a ausência de patilhas atrás do volante para comando sequencial da caixa. O consumo é positivo para um modelo com este nível de potência, tendo obtido um valor de 6,6 l/100 km (5,7 l/100 km homologados em ciclo combinado WLTP).


O comportamento dinâmico é outro ponto a favor do Puma

 

O comportamento dinâmico é outro ponto a favor do Puma: continua a ser bastante entusiasmante de conduzir e tira partido do chassis muito bem calibrado a favorecer a agilidade. A suspensão desportiva autoriza maior empenho em percursos sinuosos, com inclinação controlada da carroçaria e estabilidade direcional elevada, embora a troco de algum conforto – sente-se firme em mau piso, mas está longe de ser cansativo. As jantes de 19 polegadas influenciam ambos os aspetos.

 

Ainda assim, fica algum “amargo” na sensação de condução devido ao volante novo: como já atrás foi indicado, o volante é desproporcionado e isso tem efeito na naturalidade com que é manejado em curva, já que tira alguma sensação de agilidade à condução...


Ford Puma 1.0 EcoBoost mHEV 155 cv Auto ST-Line

Opção indicada 

Ao ter uma diferença de preço de cerca de 600€ para a versão correspondente ST-Line X de 125 cv (também automática), pode-se facilmente considerar que é preferível ao cliente optar pela variante mais potente a troco de um acréscimo pouco significativo no custo final. Neste caso, o Puma 1.0 EcoBoost 155 cv ST-Line X, é proposto por 34.688€, o que não deixa de ser elevado para o segmento em que “batalha”, embora compense pelo equipamento muito completo, nomeadamente de tónica desportiva, e pela própria potência. Afinal, são 155 cv...

 

A atualização melhorou substancialmente a vertente tecnológica do Puma e nesse sentido está um automóvel mais maduro e completo. Porém, nem todas as novidades resultam, sobretudo em termos de ergonomia e de apresentação, como é o caso do volante (batendo na mesma tecla…). Independentemente disso, o desempenho muito convincente do sistema “mild hybrid” e o seu dinamismo ainda entre os melhores no que toca ao entusiasmo de condução dão-lhe pontos importantes.

 

Recorrendo à lista de opcionais, é fácil “engordar” o preço a pagar, bastando atentar na unidade ensaiada, com Pack Winter (volante e para-brisas aquecido por 587€), Pack Tech (reconhecimento de sinais de trânsito, assistente de ultrapassagem, cruise control adaptativo e assistentes de estacionamento por 1.220€) e pintura metalizada “Fantastic Red” (907€) com tejadilho em preto (550€), entre outros, a elevar o custo final para os 39.469€.


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