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Fim da estrada para a Nikola

A fabricante de camiões a hidrogénio Nikola declarou falência nos Estados Unidos da América (EUA), colocando-se assim um ponto final na história desta marca criada em 2014. A companhia irá agora proceder à venda de todos os seus bens, naquele que é mais um exemplo da dificuldade de implementação de novos “players” na indústria automóvel.



Após vários sinais negativos, a Nikola Corporation, empresa especializada na produção de camiões a energias alternativas (nomeadamente a hidrogénio), anunciou que declarou falência, fazendo-o ao abrigo da lei conhecida por “Capítulo 11”, a qual concede algum tipo de proteção à entidade durante o processo de falência.

 

Neste sentido, a marca americana irá proceder à venda de todos os seus bens, incluindo a sua fábrica do Arizona, a qual apresenta uma capacidade anual de 2.400 unidades por ano. Na declaração de falência, a Nikola Corporation clarifica que os seus ativos rendem entre 500 milhões de dólares e mil milhões de dólares, confrontando-se diretamente com o passivo estimado entre mil milhões e 10 mil milhões de dólares.


A Nikola justifica o cumprimento dessas atividades com o facto de ter “aproximadamente 47 milhões de dólares em caixa”.



“Tal como outras empresas do setor dos veículos elétricos, enfrentámos vários fatores macroeconómicos e de mercado que afetaram a nossa capacidade de funcionamento. Nos últimos meses, tomámos várias medidas para angariar capital, reduzir o nosso passivo, limpar o nosso balanço e preservar o dinheiro para sustentar as nossas operações. Infelizmente, os nossos melhores esforços não foram suficientes para superar estes desafios significativos, e o Conselho de Administração determinou que o Capítulo 11 representa o melhor caminho possível, dadas as circunstâncias, para a empresa e as suas partes interessadas”, refere Steve Girsky, Presidente e administrador-delegado da Nikola.

 

Este é mais um construtor dedicado às “novas energias” a não conseguir encontrar o sucesso comercial e financeiro, juntando-se a companhias como a Fisker, a Volta Trucks, a Proterra e a Lordstown, enquanto empresas de produção de baterias elétricas também tiveram o mesmo destino, como a Nothvolt.

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