Ferrari 250 LM histórico vendido por 35 milhões de euros
- Pedro Junceiro
- 8 de fev.
- 2 min de leitura
Vencedor da edição de 1965 das 24 Horas de Le Mans, o Ferrari 250 LM do Team NART foi vendido em leilão no Retromobile de Paris, França, por quase 35 milhões de euros, assumindo em pleno o estatuto de exemplar mais importante das 32 produzidas.

Foi a sexta de 32 unidades produzidas do 250 LM e tornou-se no mais importante de todos. A unidade com o chassis #05893 foi o único Ferrari inscrito por uma equipa privada a vencer as “4 Horas de Le Mans, em 1965, e encontra-se num estado de conservação exemplar, contando com o motor e caixa de velocidades originais com que competiu.
Além de todos os seus predicados, o 250 LM vendido em leilão pela RM Sotheby’s reveste-se de grande simbolismo por ter conseguido vencer em Le Mans como privado, tendo sido inscrito pela North American Racing Team (NART), fundada por Luigi Chinetti, grande amigo de Enzo Ferrari e importador da marca italiana para os Estados Unidos da América nos primórdios da Ferrari.
Em 1965, coube-lhe o triunfo por intermédio dos pilotos Masten Gregory e Jochen Rindt, naquele que seria o fim de uma série consecutiva de seis vitórias da marca italiana em Le Mans e a última à geral até 2023, ano em que a Ferrari voltou ao lugar mais alto do pódio naquela prova de resistência, com o 499P Hypercar.
Este foi também o único Ferrari construído sob alçada de Enzo Ferrari (1947 a 1988) a competir em seis provas de 24 horas, três em Le Mans e três em Daytona.
Depois de abandonar a competição, em 1970, esta unidade foi vendida por Chinetti à coleção do Museu de Indianápolis, que agora vendeu este modelo em leilão, pela RM Sotheby’s, no qual foi arrebatado por 34.9 milhões de euros. O museu manteve este exemplar em excelentes condições ao longo dos derradeiros 54 anos, não se coibindo de proceder a algumas ações de manutenção nos travões ou na pintura do capot.

O comprador irá receber toda a documentação referente às participações deste 250 LM nas edições de 1965, 1968 e 1969 das 24 Horas de Le Mans, bem como outros documentos relativos à propriedade de Luigi Chinetti e de peças compradas, num compêndio histórico efetuado por Marcel Massini.
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