ACAP pede incentivos para híbridos
- Pedro Junceiro
- 24 de jan.
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Atualizado: 29 de jan.
Atendendo ao parque automóvel bastante envelhecido em Portugal (com cerca de 1.6 milhões de automóveis com mais de 20 anos de idade) e havendo a necessidade de reduzir as emissões poluentes, a Associação Automóvel de Portugal (ACAP) entende que uma das formas de atender essas duas circunstâncias seria através do alargamento dos incentivos à substituição de carros novos também para os híbridos.

O parque automóvel nacional está cada vez mais envelhecido, com cerca de 1.6 milhões de automóveis com mais de 20 anos de idade em circulação, o que evidencia a necessidade de melhorar o parque circulante para reduzir as emissões poluentes. De acordo com a Associação Automóvel de Portugal (ACAP), é necessário que os governos tenham uma ação proativa para que os condutores possam trocar os seus veículos mais antigos por modelos novos e mais eficientes.
Em conferência de balanço do ano de 2024 e previsões para 2025, Hélder Pedro, secretário-geral da ACAP, destacou a importância da existência de políticas que promovam, efetivamente, a transição para a mobilidade sustentável, algo que neste momento não está a acontecer com o programa de incentivo à compra de veículos elétricos lançado recentemente pelo Governo e que coloca o incentivo de 4000€ à disposição apenas daqueles que tiverem um carro com motor de combustão com mais de dez anos de idade.

“Neste momento, o programa de apoio [à compra de veículos elétricos] é muito limitado. Aliás, o Governo já indicou que irá fazer um novo despacho, talvez em fevereiro ou março e nós estamos na expetativa do que é que vai ser, até porque vêm 3.5 milhões de euros do ano anterior que não foram implementados. Estamos à espera da reunião [com o Governo] a todo momento”, salienta o responsável da ACAP, indicando que esta reunião deverá ter lugar ainda neste mês de janeiro.
Para a ACAP, uma das soluções passará pelo alargamento do incentivo a mais automóveis eletrificados, como os híbridos no geral. Pedro Lazarino, diretor-geral da Stellantis para Portugal, concorda com esta posição e recorda que “nas várias estatísticas que a ACAP apresentou, há ali uma que nos preocupa sobremaneira – estamos a ter, cada vez mais, uma componente muito significativa em Portugal de carros com oito anos que não são seguramente contribuintes positivos para a redução da pegada de CO2 que todos buscamos”.
A maioria dos carros com mais de cinco anos que estão a ser importados para Portugal são Diesel
Lazarino explica que a larga maioria dos carros com mais de cinco anos que estão a ser importados para Portugal são Diesel e coincidem com os automóveis equipados com motor turbodiesel da época do “Dieselgate”.
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